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O sal é vilão ou aliado na alimentação? Descubra o que diz a ciência

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura

Aquele toque de sabor que faz toda a diferença em um prato, mas que também gera muita discussão. Uns dizem que ele é o vilão da saúde; outros, que ele é essencial para uma comida bem temperada. Mas, afinal, qual é a verdade por trás do consumo de sal? A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que adultos consumam, no máximo, cinco gramas de sal por dia, ou o equivalente a uma colher de chá. Então, o desafio de hoje pode ser prestar mais atenção no seu prato, mas também aprender o que é mito e o que é verdade sobre esse mineral.

O primeiro mito que você já pode cortar da sua lista de certezas absolutas é de que o sal que você usa para temperar o seu almoço natural é o verdadeiro vilão da sua rotina. De acordo com o biomédico, especialista em Fisiopatologia, mestre em Ciências da Saúde e docente do IDOMED São Luís, Roberval Nascimento, não é o sal usado para temperar o arroz, feijão ou a carne de todo dia que vão prejudicar a saúde. O verdadeiro perigo, na verdade, está nos alimentos ultraprocessados.

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“Nas quantidades certas, o sal é um nutriente necessário ao corpo. O problema é que ao consumir alimentos ultraprocessados, muito escolhidos pela rotina corrida do dia a dia, como salsichas, enlatados e carnes de hambúrguer, por exemplo, ingerimos um alto teor de sódio”, afirma o patologista do IDOMED São Luís, Roberval Nascimento. Em excesso, o sódio está associado à pressão alta, que, por sua vez, aumenta o risco de doenças cardiovasculares como infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC), além de poder afetar os rins.

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RÓTULOS

Para garantir que a quantidade de sal na sua dieta está dentro do que é adequado e não vai prejudicar a saúde, o profissional recomenda. “Olhar o rótulo dos alimentos na parte de trás da embalagem é muito importante. Lá, a quantidade de sódio está descrita em miligramas e, ao lado, você encontra o percentual que aquilo representa para a para uma dieta diária. Um pacote de salgadinho, por exemplo, tem aproximadamente 12% do sal que você precisa no dia. E como você não comerá apenas aquele produto, precisa ficar atento para não extrapolar a quantidade necessária. É preciso tomar cuidado e observar o que ingerimos mesmo em alimentos que não têm gosto salgado”, explica Roberval.

Ao diminuir a ingestão de sódio, muitas pessoas percebem benefícios como a redução do inchaço no corpo e, em alguns casos, uma melhora na pressão arterial. Começar a reduzir gradualmente o sal na comida e optar por temperos naturais, como ervas, especiarias, alho e cebola são estratégias inteligentes para cuidar da saúde sem abrir mão do sabor. “Além disso, cozinhar mais em casa faz com que você tenha controle total sobre a quantidade de sal”, recomenda o especialista.

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