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Operação Caneta Fake combate comércio clandestino de medicamentos na Bahia e em Alagoas

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura

Medicamentos de alto valor comercializados de forma clandestina foram alvo da Operação Caneta Fake, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia na manhã desta quinta-feira (6).

A ação cumpriu mais de 15 mandados de busca e apreensão em Paulo Afonso, na Bahia, e em Maceió, no estado de Alagoas, contra uma organização investigada por comercializar, armazenar e aplicar ilegalmente produtos injetáveis sujeitos ao controle sanitário.

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As investigações, conduzidas pela Delegacia Territorial de Paulo Afonso, apontaram que o grupo comercializava medicamentos à base de tirzepatida e retatrutida sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e sem comprovação de origem lícita. Com base nos elementos reunidos durante a apuração, a autoridade policial representou pelas medidas cautelares, posteriormente deferidas pelo Poder Judiciário.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos medicamentos e insumos utilizados na comercialização e aplicação clandestina dos produtos, incluindo substâncias identificadas preliminarmente como retatrutida e tirzepatida, comercializadas sob diferentes marcas e denominações, entre elas Retatrutide 12 mg, Retagen, Retagen 120 mg, Retatrutide – Synedica, T.G. 15 e TIRZEC 15.

Também foram apreendidas canetas aplicadoras de medicamentos injetáveis, cápsulas e comprimidos sem identificação regular, seringas de insulina, agulhas descartáveis, recipientes utilizados para armazenamento dos produtos, além de documentos, receituários, registros de atendimentos, aparelhos celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos, que serão submetidos à perícia.

A análise preliminar do material arrecadado já confirmou elementos indicativos da comercialização ilegal dos medicamentos investigados, reforçando as provas reunidas ao longo da investigação. O prejuízo estimado ao grupo investigado é de aproximadamente R$ 100 mil, valor que poderá ser ampliado após a conclusão das perícias e a identificação completa dos produtos apreendidos.

As investigações prosseguem com a análise pericial dos medicamentos, dos dispositivos eletrônicos e dos documentos apreendidos, com o objetivo de identificar outros envolvidos, esclarecer integralmente a atuação do grupo e promover a responsabilização criminal de todos os integrantes do esquema.

A operação foi coordenada pela Delegacia Territorial de Paulo Afonso (DT/Paulo Afonso), unidade vinculada à 18ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (18ª COORPIN/Paulo Afonso), com apoio da Diretoria Regional de Polícia do Interior Norte (DIRPIN/Norte), dos Grupos de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Nordeste e GATTI/Norte), das Delegacias Territoriais de Glória, Santa Brígida e Coronel João Sá, da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM/Paulo Afonso) e do Departamento de Polícia Técnica (DPT).

A operação contou ainda com o apoio da Polícia Civil de Alagoas, por meio do Núcleo de Planejamento Operacional e da Operação Policial Litorânea Integrada (OPLIT), responsável pelo cumprimento dos mandados de busca e apreensão em Maceió, reforçando a integração entre as forças de segurança pública.Cristina Laura / Ascom-PCBA Foo PCBA

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