domingo, 8 de novembro
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Pandemia: Países da Europa enfrentam a quarta onda e servem de alerta para o Brasil

Por Rogenilson Reis 2 min de leitura

Os países da Europa, que aparentemente viviam um momento de controle na pandemia até o início do mês passado, com a volta à normalidade, têm apresentado um avanço no número de casos de infecção de Covid-19. No momento, a possibilidade de uma nova onda, adoção de lockdowns e a necessidade de imunização têm se tornado os principais temas de debate nos países. A situação pode servir de alerta para o Brasil.

A Alemanha, que possui 68% da população totalmente vacinada, tem apresentado um pico nas ocorrências de infecção. Nas primeiras semanas de outubro, o país registrava média semanal de 8 mil a 9 mil casos. Já na última semana, a média ultrapassou os 50 mil casos, sendo registrados mais de 68 mil infecções em apenas um único dia.

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Outro país que apresentou alta nos quadros de Covid-19 foi a Holanda. Nessa terça-feira (23), o país chegou a acumular 22.956 ocorrências. Em um cenário totalmente diferente, nas primeiras semanas de outubro, os casos diários não passavam de 4 mil infecções.

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Primeiro país a impor o lockdown para os não vacinados, a Áustria passou de uma média de no máximo 4 mil casos em outubro para 14 mil registros de infecção em novembro. Com pouco mais de 65% da população totalmente vacinada, o país além de decretar o isolamento, também decidiu pela obrigatoriedade da vacinação. A partir do ano que vem, quem se recusar a receber o imunizante vai pagar uma multa equivalente a R$ 22 mil.

A Bélgica, país que também tem demonstrado um aumento na média, assiste a uma série de protestos em meio às medidas restritivas que buscam conter a pandemia. Nessa segunda-feira (21), foram registradas mais de 42 mil novas infecções. Durante quase todo o mês de outubro, a média havia permanecido abaixo dos 4 mil.

O epidemiologista Geraldo Cunha Cury, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), acredita que o problema dos países europeus foi a falta de vacinação de uma parte da população e a retirada das medidas preventivas, atrelado às aglomerações. Para ele, se o Brasil seguir o mesmo caminho, a tendência é que uma quarta onda também chegue ao país. (

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