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Papa brasileiro? Veja chances de novo líder da Igreja Católica ser do Brasil

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura

A morte do Papa Francisco na madrugada desta segunda-feira (21) contrata para a Igreja Católica o desafio de organizar um processo tradicional e complexo de eleição do sucessor. O ritual do conclave será iniciado oficialmente entre o 15º e o 20º dia após o falecimento do Pontífice e ficará a cargo do Colégio Cardinalício, composto por cardeais de todo o mundo.

Entre os possíveis sucessores, estão cardeais de perfis progressistas e conservadores e até um “bergogliano”, alinhado às ideias de Jorge Bergoglio, o Papa Francisco. Embora haja brasileiros na disputa, são consideradas remotas as chances de o novo Santo Padre vir do Brasil — ou mesmo da América Latina.

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Saiba quem são os possíveis sucessores brasileiros de Francisco, segundo especialistas em Vaticano:

Cardeal Leonardo Ulrich Steiner – Brasil
Anunciado pelo Papa como cardeal da Igreja Católica em maio de 2022, Steiner tornou-se o primeiro cardeal da Amazônia brasileira. Nascido em Forquilhinha (SC), ele fez sua profissão religiosa na Ordem dos Frades Menores em 1976, ainda aos 25 anos, e foi ordenado sacerdote dois anos depois. Nomeado bispo em 2005 pelo Papa João Paulo II (1920-2005), ele tomou posse como arcebispo de Manaus em janeiro de 2020, após assumir o cargo ocupado por Dom Sergio Castriani desde 2012.

Bacharel em Filosofia e Pedagogia pela Faculdade Salesiana de Lorena, o cardeal também obteve a licenciatura e o doutorado em Filosofia na Pontifícia Universidade Antonianum de Roma. Ainda em 2020, ele disse ter considerado sua nomeação para cardeal como “uma expressão de carinho, acolhida, proximidade e cuidado do Papa Francisco para com toda a Amazônia”. Ele também declarou que a colaboração que pode oferecer ao Pontífice é fazer com que a Amazônia seja lembrada.

Cardeal Sérgio da Rocha – Brasil
Nascido em Dobrada, no interior de São Paulo, o cardeal é mestre em Teologia Moral pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, também em São Paulo, e doutor pela Academia Alfonsiana da Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma. Ele foi professor de Teologia Moral na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1989-2001) e colaborou, em Porto Velho (RO), no Projeto Missionário Sul I / Norte I e na Escola de Teologia Pastoral de São Luiz de Montes Belos.

Antes de assumir a arquidiocese de Salvador, Rocha foi arcebispo em Teresina e em Brasília. Em 2021, Dom Sergio da Rocha foi nomeado membro da Congregação para os Bispos pelo Papa Francisco. A Congregação para os Bispos é um dos principais organismos da Cúria Romana, que cuida da criação das dioceses, da nomeação de bispos, das visitas “ad Limina” e dos encontros de bispos novos. Em 2023, foi nomeado como integrante do Conselho de Cardeais.

(Agência O Globo/Foto:Thomas Coex/AFP)

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