Papel higiênico pode ser fonte de substâncias potencialmente cancerígenas
Cientistas da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, descobriram que o papel higiênico é “uma fonte inesperada” de PFAS (família de substâncias perfluoroalquiladas que inclui milhares de compostos químicos, alguns deles potencialmente cancerígenos) em águas residuais.
Segundo o artigo, publicado nesta semana na revista Environmental Science & Technology Letters, da Associação Americana de Química, as PFAS são usadas por alguns fabricantes de papel higiênico ao converter madeira em celulose e podem acabar contaminando o produto final.
Eles acrescentam que o papel higiênico feito de material reciclável também corre o risco de ser feito com fibras de outro material que contenha PFAS.
Leia também: Juazeiro: Confira bairros com falta de água neste sábado (07), segundo o SAAE
O objetivo do estudo foi identificar se o papel higiênico jogado no vaso sanitário era responsável por despejar PFAS nas águas residuais.
Para isso, os autores do estudo reuniram rolos de papel higiênico vendidos em nove países — EUA, Chile, França, Reino Unido, Holanda, África do Sul, Costa Rica, El Salvador e Uruguai.
Os pesquisadores consideram que a maior parte do diPAP 6:2 dos EUA entra no esgoto a partir de cosméticos, produtos têxteis e embalagens de alimentos, por exemplo.
A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos ressalta que a maioria das pessoas já foi exposta a algumas PFAS, mas que os riscos existem quando há grandes concentrações e por muito tempo. Alguns desses compostos também podem se acumular no organismo. (R7)











Deixe seu comentário