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Passageiros cobram retorno de linha de ônibus entre Petrolina e Juazeiro

Por Rogenilson Reis 2 min de leitura

A suspensão da linha de ônibus que trafegava entre Petrolina, Pernambuco e Juazeiro, na Bahia, têm gerado muitas reclamações. Os usuários, principalmente estudantes e trabalhadores, agora precisam recorrer a opções, como as barquinhas, carros e motos por aplicativo ou até fazer o percurso a pé pela ponte Presidente Dutra.

O estudante Igor Leonardo Lima mora no bairro piranga em Juazeiro e estuda no IFSertãoPE, no João de Deus, em Petrolina. Desde que a linha de ônibus que passava perto da casa dele foi suspensa, ele faz o trajeto a pé.

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“Desde que suspendeu a linha, eu comecei a passar a pé, eu tinha que ir duas horas, andar os 12 quilômetros, daqui até a minha casa. Quando eu conseguia alguma carona, era mais ou menos uma meia-hora para mais. Isso quando eu conseguia, porque na maioria das vezes eu era dependente do ônibus. Agora que está sem, eu estou tendo que me virar nos 30 para conseguir sair daqui e chegar em casa, ou sair da minha própria casa e chegar aqui”.Maria Clara Resende é estudante e precisou recorrer a motos por aplicativo. “Muitos alunos optam por irem andando das suas próprias casas até aqui para economizarem, ou até mesmo pegar um ônibus aqui do bairro e atravessar a ponte andando, e pegar um ônibus do bairro de Juazeiro. Então, além de ter a relação financeira, também se torna perigoso para a gente”.

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A mãe de Maria Clara teme pela segurança das filhas, uma estuda no campus do IFSertãoPE e a outra na UPE, ambas em Petrolina. “A gente trabalha preocupada, porque tiraram os ônibus do nada e não deram satisfação nenhuma, aí você paga”, relata a operadora de ciaxa, Jucicleide da Silva Resende.

Entenda o caso:

A linha de ônibus Petrolina e Juazeiro interrompeu as atividades no dia 19 de janeiro de 2026. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) disse que isso ocorreu, porque identificou a ocorrência de uma transferência irregular entre as empresas Joafra e Atlântico, sem a devida comunicação, anuência ou regularização junto à agência.

As empresas Atlântico e Joafra ainda não se posicionaram sobre a transferência irregular citada pela ANTT e nem estabeleceram um prazo para que o serviço volte a ser ofertado.G1 Petrolina

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