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Pernambuco confirma primeiros casos locais de infecção pela variante Delta

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura

O Governo de Pernambuco informou, no final da tarde desta quinta-feira (12), a identificação dos dois primeiros casos de infecção pela variante Delta, cepa que chega a ser até 60% mais transmissível do que a versão original do coronavírus causador da Covid-19, em pacientes residentes no Estado.

“Estava a caminho da coletiva, quando recebi o resultado de um novo laudo (de sequenciamentos genéticos) do Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz/PE). Entre as 52 amostras analisadas, duas positivaram para a variante Delta”, disse o titular da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), André Longo.

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Os casos são de dois pacientes do sexo masculino, com idades de 24 e 49 anos, moradores, respectivamente, de Abreu e Lima e Olinda, ambas na Região Metropolitana do Recife (RMR). Os dois começaram a apresentar os primeiros sintomas da doença no mês de julho.

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“Já demos início às ações de vigilância epidemiológica. Esse achado só reforça a importância da manutenção dos cuidados e de avançar com a vacinação. Quem está com a segunda dose atrasada, tome”, pontuou André Longo, frisando que cerca de 300 mil pernambucanos estão com a segunda dose em atraso.

O secretário disse, ainda, que já foi iniciado um trabalho de investigação sobre esses dois pacientes infectados com a Delta com o intuito de identificar se há transmissão comunitária da variante no Estado.

A transmissão comunitária é atestada quando não é mais possível identificar como o paciente se infectou. “Vamos refazer o percurso que essas pessoas fizeram, ir atrás dos contatos, saber quem adoeceu, quem não adoeceu. Tentar testar quem, eventualmente, esteja com a doença ativa, porque pode ter gerado uma cadeia de transmissão”, disse André Longo.

“A vigilância (genômica) leva um tempo, porque os municípios detectam, selecionam as amostras, enviam para o sequenciamento. Isso, por vezes, demora entre 20, 25 dias, que é mais tempo que o desejado. Mas vamos puxar o fio para identificar toda a ramificação e, então, definir se temos circulação comunitária ou não. Mas adianto que seja muito possível, até provável, que já tenhamos”, completou o secretário.

Até esta quinta, Pernambuco não havia confirmado casos locais da variante Delta. Os únicos casos detectados no Estado eram os dos tripulantes filipinos do navio Shoveler, de bandeira cipriana, que ficou atracado quase um mês no Porto do Recife por conta de um surto do vírus.

Três desses viajantes chegaram a ficar internados em unidades de saúde da rede privada do Recife, mas, segundo André Longo, todos os profissionais que atuaram no suporte aos casos do navio foram monitorados e, entre os que testaram positivo, nenhum teve confirmação de infecção pela variante Delta.

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