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PF descobre que segurança de Lula integrava grupo de WhatsApp de cunho golpista

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura

O tenente-coronel Luis Cruz Correira foi demitido, após a Polícia Federal informar o caso ao Palácio do Planalto

Por meio da quebra de sigilo do celular do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), o tenente-coronel Mauro Cid, a Polícia Federal (PF) descobriu que um segurança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) integrava um grupo de WhatsApp no qual militares da ativa defendiam pautas golpistas.

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De acordo com informações do blog de Andreia Sadi, no G1, o tenente-coronel Luis Cruz Correira foi demitido após a PF informar o caso ao Palácio do Planalto. Conforme a publicação, o militar é subordinado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e, segundo integrantes do governo, atuava na segurança direta de Lula, tendo participado inclusive de viagens recentes do mandatário.

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Segundo o blog, a descoberta do segurança em um grupo onde se discutia ruptura institucional e fazia ameaças ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, escalou ainda mais a “guerra de desconfiança” travada nos bastidores entre a Polícia Federal e o GSI.

Desde 2022, a PF defende para si a atribuição da segurança presidencial. Para evitar desgaste com militares, entretanto, Lula optou por um modelo híbrido comandado pelo GSI.

Conforme o blog, integrantes do Gabinete de Segurança Institucional afirmam que o tenente-coronel não pode ser julgado só por participar do grupo, sem que se saiba se houve a participação ativa dele nas conversas.

Investigadores da PF, entretanto, se dizem incrédulos com a nova descoberta, visto que não é a primeira implicação do GSI com os golpistas. Eles lembram que o gabinete teve integrantes envolvidos nos ataques de 8 de janeiro e o fato de que o ex-ajudante de ordens Mauro Cid continuou recebendo e-mails com informações sensíveis sobre a segurança de Lula, mesmo após o fim do mandato de Jair Bolsonaro (PL).

Segundo a publicação, os policiais federais classificam como “grave e preocupante” a presença de alguém que cuida com a proteção da vida do presidente em um grupo criado para planejar golpe de Estado.

Além disso, chegou ao conhecimento da PF ainda que Correio recorreu a Mauro Cid para pedir ajuda em uma realocação da Bahia para Brasília, o que, de fato, aconteceu.

Procurado pelo blog o ministro do GSI, general Marcos Antonio Amaro dos Santos, disse desconhecer o relatório da Polícia Federal a respeito da participação do tenente-coronel Luis Cruz Correira no grupo golpista.https://imasdk.googleapis.com/js/core/bridge3.586.0_en.html#goog_488657788Playvolume00:00/00:51TruvidfullScreen

“Não conheço. Não tinha [informações sobre o relatório da PF]. Eu acredito que não teria ajuda para ele [Correia] vir para cá [GSI]. Quem define quem vem para cá, de acordo com os critérios de seleção, é o comando do Exército. É o gabinete do comandante do Exército. [O ingresso no GSI] não é por indicação pessoal, não”, disse ele, citando a colaboração entre Mauro Cid e o segurança

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