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PF diz que fraude em redação é caso isolado: 'O exame nacional está preservado'

Por Editor Vale Comentar 2 min de leitura

PF diz que fraude em redação é caso isolado: 'O exame nacional está preservado'

Foto: Divulgação
Apesar da descoberta de fraude à redação do Exame Nacional do Ensino Médio por parte de um candidato, a Polícia Federal afirmou que o caso é isolado. Nesta sexta-feira (19) foi deflagrada operação para cumprir mandados de busca e apreensão na casa de um estudante de 27 anos, em Salvador, que copiou integralmente a sinopse de um livro para responder à questão proposta no exame. “Até então, de acordo com provas colhidas, o caso foi isolado. Não há identificação de organização criminosa especializada em fraude de certames públicos.
O Exame Nacional do Ensino Médio está, até então, preservado”, explicou a delegada Suzana Jacobina. A responsável pela operação explicou que o investigado confessou o fato em depoimento e agiu sozinho, sendo beneficiado por uma “fragilidade pontual” dos fiscais na sala. O candidato, que mora no bairro de Macaúbas e estuda Engenharia Civil em uma faculdade particular, contou que entrou na sala com o celular na cintura, tirou-o da barriga e colocou debaixo da perna, para evitar que os fiscais descobrissem.
O investigado revelou que não premeditou o crime, mas o cometeu quando se viu diante do tema e percebeu que não iria a lugar algum. Devido ao tempo restrito e ao nervosismo do momento, ele acabou copiando literalmente o texto – apenas a última frase foi escrita com as próprias palavras do rapaz. O candidato fez a prova no Pavilhão VI da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Entre as provas contra o rapaz estão o celular usado no momento do crime e o caderno de respostas do exame, no qual o investigado escreveu o rascunho da prova.
De acordo com a delegada Suzana Jacobina, a investigação começou em dezembro, quando o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informou o plágio, que desrespeita o art. 311, inciso A, do Código Penal, que trata da fraude em certame público para benefício próprio. Os fiscais ainda não foram ouvidos. “Vamos oficiar o Inep e informar o andamento das investigações. Não tem prazo [para encerrar], depende do resultado adas perícias. Nosso compromisso ético foi ser célere. E fomos”, acrescentou a delegada.
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