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Policiais Civis da Bahia decretam greve geral

Por Rogenilson Reis 2 min de leitura

Em Assembleia Geral Extraordinária realizada na manhã desta terça-feira (15), os Policiais Civis da Bahia deliberaram o estado de greve da categoria.

O ato que aconteceu em frente a Secretaria de Segurança Pública, na Piedade reuniu aproximadamente 700 servidores, e foi uma resposta ao Governo da Bahia por descumprir a Decisão Judicial, determinando que o Estado se reunisse a cada 30 dias com os Policiais Civis para ouvir as reivindicações e apresentar propostas, pondo fim no impasse que tange ao salário de nível superior dos servidores.

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Deliberações

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Os Policiais Civis presentes no ato votaram o seguinte cronograma:

Sexta – feira:18.03 – Os policiais irão entregar as chaves das custódias de presos da delegacias do Estado da Bahia, o mesmo ocorrerá com todas viaturas sem condições de uso.

Segunda – feira:21.03 – Entrega de coletes sem condições de uso e as pistolas Taurus24/7.

Sexta – feira: 25 a 27.03 – entrega das chefias, extras e Greve geral dos Policiais Civis da Bahia, onde não ocorrerá nenhum tipo de serviço.

Além dessas deliberações também foram aprovadas a realização das blitz nas delegacias e a realização de quatro carreatas em Salvador, com data a ser definida.

“A conta dessa greve cairá sobre o governador Rui Costa, ele terá que dizer para os baianos porque não dialogou com o policiais civis. É lamentável ver a postura tão intransigente de um gestor público, até decisão judicial o governo descumpriu, isso gerou muita revolta na categoria”, frisou Eustácio Lopes, presidente do SINDPOC.

Ele ainda explica que entre 09 estados do nordeste a Bahia é aquele que paga o pior salário. Essa mesma posição é no que se refere aos demais estados do Brasil. “A situação do Policial Civil da Bahia não é nada confortável, passamos vergonha o tempo todo, não temos estrutura de trabalho, ganhamos salários baixíssimos, ficamos para trás dos outros estados do nordeste e do país. Por fim, o governo oferece um reajuste de 4% é inadmissível, preciso é que o governo retome o diálogo sobre salário de nível superior, cumprindo a lei e devolvendo dignidade para a categoria ou então é greve”, finalizou.

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