domingo, 8 de novembro
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“Policial nunca deixa de ser policial”, diz ACM Neto ao rebater fala de Jerônimo sobre capitão morto

Por Rogenilson Reis 2 min de leitura

O vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, criticou a declaração do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), que afirmou que o capitão da Polícia Militar Salomão não estava a serviço no momento em que foi morto durante uma tentativa de assalto.

Ao comentar o caso, ACM Neto disse que a fala do governador demonstra falta de sensibilidade diante da morte do policial e da situação enfrentada pela segurança pública no estado.

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“Com todo respeito, governador. Tranquilidade? O momento exige tranquilidade? Um policial morreu ontem à noite de forma covarde. Em uma tentativa de assalto. Eu tenho certeza que o senhor assistiu o vídeo assim como todos nós. O capitão Salomão morreu cumprindo a missão de todo policial: proteger vidas”, afirmou.

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Na sequência, o ex-prefeito de Salvador rebateu diretamente o argumento de que o policial não estaria em serviço no momento do crime. “Quando o senhor diz que ele não estava trabalhando, nós precisamos lembrar uma coisa muito simples: policial nunca deixa de ser policial. Mesmo sem farda. Mesmo de folga”, disse.

ACM Neto também destacou que, independentemente da condição funcional, o capitão tinha direitos básicos como cidadão. “E mesmo que ele não estivesse a serviço, antes de tudo, ele era um cidadão. Um homem. Um filho. Um pai. Um marido. Alguém que tinha o direito de voltar para casa”, declarou.

O dirigente do União Brasil questionou o tratamento dado a policiais fora do horário de trabalho. “Quer dizer, quando um policial salva uma vida fora do serviço, ele é herói. Mas quando morre fora do serviço, a vida dele vale menos?”, perguntou.

Ao final da declaração, ACM Neto cobrou uma postura mais firme do governo estadual diante da violência e prestou solidariedade à família do capitão. “Respeite a polícia, governador. É isso que o momento exige. Atitude, sensibilidade, respeito. Respeito à família, que inclusive eu deixo aqui o meu abraço, a minha solidariedade. É impossível não sentir revolta, tristeza diante do que aconteceu. Ninguém aguenta mais”, concluiu.

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