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Prefeito de Juazeiro, Andrei Gonçalves, promove reunião estratégica com setor da fruticultura e Governo Federal antes de representar a região em conferência nos EUA

Por Rogenilson Reis 4 min de leitura

O prefeito de Juazeiro, Andrei Gonçalves, reuniu nesta terça-feira (23), em seu gabinete, representantes do setor produtivo, sindicatos, instituições parceiras e de membros do Governo Federal para debater os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre a fruticultura do Vale do São Francisco. O encontro contou com a participação da secretária executiva de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Lacerda, além de representantes do Ministério da Fazenda.

O prefeito Andrei levará, durante sua missão aos Estados Unidos esta semana, de 25 a 27 de setembro, as demandas do setor produtivo, buscando sensibilizar os prefeitos americanos e o governo daquele país sobre os impactos sociais e econômicos da medida. Entre os argumentos-chave estão o fato de que a uva exportada tem patentes americanas e de que os EUA não produzem manga, não havendo, portanto, concorrência direta.

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“Essa reunião foi fundamental para que, juntos pudéssemos alinhar estratégias diante dessa grave ameaça que é o tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Estamos falando de um setor que emprega mais de 1,2 milhão de pessoas, sendo 120 mil diretamente, e que sustenta a economia do Vale do São Francisco. Nosso papel é defender os empregos, os produtores, exportadores e o futuro da nossa região. Essa pauta não é apenas de Juazeiro, é do Brasil. Por isso, seguimos unidos para sensibilizar autoridades internacionais e, ao mesmo tempo, cobrar do nosso Governo Federal medidas estruturais que garantam segurança ao setor produtivo e evitem um colapso da fruticultura na nossa região”, afirmou o prefeito Andrei.

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Durante a reunião, foram apresentados dados preocupantes: a fruticultura no Vale do São Francisco emprega cerca de 1,2 milhão de pessoas direta e indiretamente, e aproximadamente 120 mil trabalhadores podem ser diretamente afetados pelas medidas dos EUA. De acordo com os exportadores, o mercado americano é considerado estratégico, recebendo 20% da manga e 15% da uva produzidas na região. No caso da manga, altamente perecível, especialistas alertaram que não há possibilidade de redirecionamento em larga escala para outros mercados sem risco de colapso, principalmente o europeu. Além disso, a tarifa de 50% sobre a manga foi considerada injustificada, já que o produto não concorre com a produção norte-americana.

“A reunião foi bastante positiva, isso renova a nossa esperança de que vamos encontrar uma solução. O prefeito tem sido bastante atuante não só hoje, mas já há um bom tempo, e esse dialogo tem sido constante desde do anúncio do “tarifaço”, e nós estamos contribuindo com algumas propostas. Esperamos realmente que haja uma negociação entre os governos do Brasil e Estados Unidos para que a gente consiga extinguir essa tarifa, voltar a situação anterior. Porque embora o governo brasileiro tem nos apoiado muito com medidas mitigatórias de tudo isso, mas são medidas que vão dar uma sobrevida para o Vale, precisamos de medidas definitivas”, ressaltou o representante da exportadora Ibacem, Nelson Costa.

Durante o encontro, foi definida a criação de uma comissão formada por exportadores, produtores e instituições locais para participar de uma agenda em Brasília, logo após a missão internacional do prefeito, com o objetivo de possível renegociação de dívidas do setor, liberação de novos recursos emergenciais e medidas estruturais que ofereçam soluções concretas, além das ações mitigatórias já em curso pelo Governo Federal.

“Quero parabenizar o prefeito Andrei por ter convidado o setor para essa reunião, ouvir as ideias e propostas. Nós temos que mostrar que a uva que enviamos, as patentes são todas americanas, e a manga também. Os americanos não produzem manga. Esse encontro foi importante também a formação da comissão com algumas instituições para irmos até Brasília, e cobrar do Governo Federal ações efetivas para ajudar o Vale, para que a nossa região possa continuar empregando milhares de pessoas que sobrevivem da fruticultura”, destacou Ivan Pinto, do Instituto da Fruta.

O encontro foi avaliado como estratégico por unir exportadores, pequenos produtores e instituições em torno de uma pauta comum. Os participantes reconheceram o protagonismo do prefeito de Juazeiro como porta-voz da fruticultura regional no cenário internacional e cobraram ações efetivas do governo brasileiro para evitar um colapso no setor diante do tarifaço imposto pelos EUA.

Ascom/PMJ

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