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Prefeitos da região Nordeste querem limitar o cachê de artistas e bandas para os festejos juninos 2026

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura

Prefeitos de diversas cidades da região Nordeste querem limitar a R$ 700 mil o cachê de artistas e bandas para os festejos juninos deste ano. Em busca de otimizar os recursos públicos para os grandes shows, a UPB, União dos Municípios da Bahia, lançou a campanha São João sem Milhão, como resposta à “alta no cachê das bandas contratadas pelas prefeituras para se apresentar nos festejos juninos”.   

O presidente da UPB e prefeito de Andaraí, na Bahia, Wilson Cardoso, afirmou que a proposta já ganhou a adesão de todos os estados nordestinos. Segundo ele, a ideia é uma forma de controlar os gastos das prefeituras, que acabam ficando com as contas no vermelho.

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 “Artistas que participaram de festas juninas no ano passado, que cobraram R$ 100 mil, querendo 500, 600 mil, acima de um milhão de reais, para tocar uma hora e meia, 45, 90 minutos. R$ 1,1 milhão, R$ 1,2 milhão. Então, isso comprometeu, inclusive, a finança de alguns municípios que, até agora não conseguiram nem pagar o São João do ano passado. E aí compromete na saúde, na educação. Houve 100% de adesão dos noves Estados do Nordeste, isso foi muito bom para o movimento”.

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Nesta segunda-feira, o Ministério Público do Estado da Bahia, o Tribunal de Contas da Bahia e o Tribunal de Contas dos Municípios assinam uma nota técnica para orientar os municípios nas contratações do São João 2026. Segundo o MP, o documento normatiza “pesquisa de preços, economicidade e gestão de risco nas contratações de apresentações artísticas”. 

De acordo com a União dos Municípios do Estado, alguns prefeitos defendem que sejam criados critérios “justos” para o pagamento dos artistas, em busca de “preservar o erário público e não comprometer os recursos que podem ser investidos em saúde, educação e serviços. Apesar disso, o valor de R$ 700 mil vem sendo citado por prefeitos nas redes sociais e em entrevistas locais. 

Wilson Cardoso destacou a intenção de oferecer boas festas, mas também conscientizar os artistas, que acabam aumentando muito os cachês. 

“Continuar fazendo festa boa, com responsabilidade fiscal, que não comprometa as finanças do município. E que os artistas se conscientizem. Que deve reduzir seu cachê. Porque não é só o cachê. É a infraestrutura toda que vem por trás: polícia militar, pousadas, palcos, sonorização. Então, quando você soma isso, custa muito para os cofres públicos”.

A campanha São João sem Milhão vem sendo bem aceita nas redes sociais, por internautas e artistas locais, que acabam usando o espaço dos festejos juninos para ampliar o reconhecimento nacional. 

Até o fechamento desta matéria, a nossa reportagem não conseguiu manifestação de produtoras e grandes artistas, a respeito da campanha.  
 Agencia Brasil UPB, MPBA, TCM e TCE Foto ilustrativa

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