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“Preto viado”: Médica é acusada de racismo e homofobia após se envolver em acidente na Bahia

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura
Bnews - Divulgação
Denúncia indica ainda que a suspeita estaria consumindo bebida alcóolica e populares a impediram de deixar o local  |   Bnews - Divulgação Reprodução | Redes Sociais

Por Alex Torres

Um suposto caso de racismo e homofobia foi denunciado, neste domingo (26), através das redes sociais, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). A situação teria sido causada após uma batida de trânsito e foi divulgada pelo perfil de uma das vítimas e também do grupo Ratos da Pista.

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Informações preliminares indicam que uma médica, que não teve a identidade revelada, teria se envolvido em uma batida com outro carro, próximo a um posto de gasolina, e tentado posteriormente empreender fuga. A denúncia indica ainda que ela estaria consumindo bebida alcóolica e populares a impediram de deixar o local.

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Imagens gravadas dentro do estabelecimento mostram um grupo de pessoas cercando o veículo da suspeita, que estava acompanhada de uma outra mulher. Equipes da Polícia Militar (PM-BA) já haviam sido acionadas e estavam no local fazendo o trabalho de abordagem.

Durante o momento em que era questionada pelos agentes, a médica teria se referido à motorista envolvida no acidente com ela como “essa sapatão”. A fala causou revolta em um amigo da vítima, que estava registrando o ocorrido. “Ela é o quê, rapaz? Pera aí, ela é sapatão?”, perguntou o rapaz filmando o momento.

Vai tomar em seu c*! Você é viado. Você é viado preto, pretão. Preto viado”, bradou a mulher, enquanto o denunciante que filmava a ação deu voz de prisão à suspeita. Na sequência, ela foi conduzida pelos agentes da PM.

Através das redes sociais, o rapaz ainda contou que teria sido impedido pela própria polícia de entrar na 27ª Delegacia Territorial (DT), localizada no bairro de Itinga, para prestar queixa. Posteriormente, a queixa foi registrada na 23ª DT, que fica na região do centro de Lauro de Freitas.

Em contato com a reportagem do Bnews, o advogado das vítimas, Afonso Fontes, revelou que a suspeita segue detida e aguardando a audiência de custódia. Ela deve responder por crime de dano (artigo 163 do Código Penal), embriaguez ao volante (artigo 306 do CTB) e por Injúria Racial (Artigo 2º-A na Lei nº 7.716/1989).

O Bnews tentou contato com a Polícia Militar (PM-BA), com o intuito de obter um posicionamento da corporação sobre a denúncia e também mais detalhes acerca do ocorrido. No entanto, até o momento do fechamento desta matéria, ainda não havia obtido retorno.

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