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Professor é demitido após pedir redação sobre ‘sexo oral e anal’ a alunos

Por Rogenilson Reis 2 min de leitura

Cinco famílias e diretor da escola prestaram queixa contra o docente na polícia

Um professor de português de uma escola pública no Distrito Federal foi demitido depois de uma aula sobre sexo em que pediu uma redação aos alunos sobre “sexo oral e anal”. O fato aconteceu em uma classe com estudantes do 6ª ano, com média de 12 anos de idade. A informação é do G1 DF.

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Na aula, o educador usou expressões explícitas ao falar do sexo. No quadro, ele escreveu palavras para debater o tema e propôs a redação para os alunos, que estudam no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 104, da Asa Norte.

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Segundo a Secretaria de Educação, o professor Wendel Santana, 25 anos, era temporário e foi mandado embora depois do episódio. Já Wendel afirmou que escreveu as expressões noq uadro, mas disse que a ideia era mostrar a diferença das maneiras formal e informal ao falar sobre sexo.

Os alunos tiraram foto do quadro e também gravaram áudios na aula. Os pais que ficaram sabendo do caso se revoltaram e exigiram providências da direção. “Primeiro que aquilo ali não é educação sexual. Eu acho que aquilo é pornografia, uma coisa vulgar coisa que criança nenhuma merece passar por isso”, diz a corretora Vanessa Damares, mãe de um aluno.

A admnistradora Adriana Sarino afirmou que ficou “perplexa” com o ocorrido e que o filho de 12 anos não conhecia quase nenhuma das expressões usadas pelo educador.

O diretor da escola e cinco famílias registraram queixa contra o professor na delegacia.

Professor diz que aula foi exercício de linguagem (Foto: Reprodução/TV Globo)

Professor se defende
Wendel Santana afirma que não recebeu “treinamento adequado” por parte da escola e que seu objetivo era fazer um exercício de linguagem para os alunos.

“A linguagem que eles trazem pra mim é uma linguagem totalmente informal. Foi isso que eu vi. O exercício que eu propus foi trazer essa informação de linguagem informal e adaptá-la para uma linguagem formal, que é a linguagem da educação de fato”, diz.

O contrato dele será rescindido, diz a secretaria.

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