Profissionais da Enfermagem de Petrolina e Juazeiro protestam contra suspensão do piso
Centenas de profissionais da Enfermagem que atuam em Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) saíram às ruas, na tarde de hoje (9), para protestar contra a decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), no último domingo (4). Barroso suspendeu a lei que criou o piso salarial da categoria para avaliar melhor seu impacto sobre o sistema de saúde.
Após analisar informações preliminares, o ministro acatou a argumentação da Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços (CNSaúde), a qual alega que a lei “contém vícios de inconstitucionalidade, desrespeita a auto-organização financeira, administrativa e orçamentária dos entes subnacionais”.
Representantes das entidades sindicais que defendem a categoria, no entanto, justificam que essa conquista foi uma luta de décadas e pressionam para que o piso seja mantido.
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Com narizes de palhaço e várias faixas reforçando a importância do papel desses profissionais junto à população, os enfermeiros e técnicos de Enfermagem fizeram protestos em cada cidade. Barroso, inevitavelmente, foi o maior alvo. “Enfermagem na rua, Barroso a culpa é sua“, bradavam os manifestantes na Praça Dom Malan, em Petrolina. No final todos se uniram na Ponte Presidente Dutra, realizando um grande ‘apitaço’. O trânsito na ponte ficou interrompido por alguns momentos, sendo liberado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) após a manifestação.
O piso
A previsão era de que o mínimo para os enfermeiros fosse de R$ 4.750,00. Já os técnicos receberiam 70% do valor do piso dos enfermeiros (R$ 3.325,00), enquanto auxiliares de enfermagem e parteiras deveriam receber 50% do piso (R$ 2.375,00). Pela lei, o piso é válido tanto para a esfera pública quanto privada.











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