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PSB arma roubo dos votos de Marília

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura

Opinião

O jornal O Poder, no qual sou sócio com José Nivaldo Júnior, trouxe, ontem, uma informação bombástica: a existência de um esquema, montado pela usina de maldades do PSB, para “roubar” os votos de Marília Arraes, candidata do Solidariedade ao Governo de Pernambuco, líder inconteste em todas as pesquisas.

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Como funcionaria? Segundo o jornal, milhões de santinhos estão sendo produzidos trazendo uma foto de Lula com Marília, com a mensagem: VOTE ASSIM. Lula 13. Marília 13. No verso, os tradicionais quadradinhos ensinando como votar. Federal, estadual, senador, em branco. Governador, 13. Presidente, 13.

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As peças estão sendo rodadas em gráficas manipuladas pela turma   objeto da Operação Casa de Papel, da Polícia Federal. A PF identificou, mas não desmontou o esquema que se reciclou rapidamente e continua operando nos mesmos moldes, tanto no Governo do Estado como na Prefeitura do Recife. O leitor não familiarizado com a política de Pernambuco pode estar se perguntando por que o PSB de Paulo Câmara faria a gentileza de distribuir propaganda da adversária.

Acontece que Marília Arraes era petista. Muito identificada com Lula, pelo eleitorado. Disputou a Prefeitura do Recife dois anos atrás com o número 13. Este ano, inviabilizada como candidata ao Governo, saiu do PT e passou para o Solidariedade, partido que faz parte do arco de alianças nacionais de Lula. Mas, ao sair do PT, Marília deixou para trás o número 13, que estava – e está –  na cabeça do eleitor.

Essa realidade foi identificada e mapeada pela usina de maldades, através de minuciosas pesquisas. Esses levantamentos revelaram que o eleitor dos rincões é das periferias, onde se encontra o grosso do arraesismo do qual Marília é herdeira, e do lulismo, com o qual é identificada pelo eleitor, e desconhece que Marília agora é 77. Quem votar 13 para governador e confirmar, simplesmente anula o voto.

O PSB tem ramificações em todo o Estado, tem agentes nas menores e mais remotas localidades. A “Operação 13”, subterrânea e silenciosa, está em pleno curso. Cesteiro que faz um certo, faz um cento de cestos, diz a sabedoria popular. O esquema está armado, em curso e azeitado. Se ninguém fizer nada, se a polícia não entrar em ação, Marília pode sofrer um baque inesperado.

Usina de maldades – Essa turma do PSB de Paulo Câmara não aprendeu a governar. Mas, sem dúvida, aprendeu a ganhar eleições jogando o mais baixo possível. Para não ir longe: em 2020, Marília estava com uma vantagem confortável no segundo turno. A usina de maldades entrou em ação. Desfechou ataques a Marília, por todos os meios, do panfleto ao rádio e à televisão. Diziam que se Marília ganhasse a quadrilha de Lula, Delúbio e a turma de Zé Dirceu iam tomar conta da Prefeitura.

Por: Magno Martins

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