sábado, 7 de novembro
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Relatório da PF cita vinhos de até R$ 5,3 mil para políticos baianos

Por Rogenilson Reis 2 min de leitura

Nas mensagens, os dois selecionam bebidas com preços a partir de R$ 2,5 mil e elaboram uma lista de nomes que receberiam os presentes

Um relatório da Polícia Federal (PF), que integra a investigação envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA), revelou uma conversa sobre a escolha e o possível envio de vinhos com valores de até R$ 5,3 mil para políticos da Bahia. A informação foi divulgada pelo colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles.

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Segundo a corporação, o diálogo ocorreu pelo aplicativo WhatsApp, em dezembro de 2024, entre Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e uma secretária. Nas mensagens, os dois selecionam bebidas com preços a partir de R$ 2,5 mil e elaboram uma lista de nomes que receberiam os presentes de fim de ano.

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Entre os políticos citados na conversa estão o senador Jaques Wagner (PT-BA), o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil), o ex-ministro Rui Costa (PT) e o presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda.

De acordo com a PF, a lista encaminhada pela secretária a Augusto Lima era intitulada “Lembranças de Final do Ano” e reunia nomes de integrantes da política baiana.

Apesar da citação dos nomes, a Polícia Federal informou que não há confirmação sobre quais políticos receberam efetivamente os vinhos.

O relatório apenas registra uma conversa de 23 de dezembro na qual aparecem embalagens identificadas como destinadas a “Jaques” e “Tio Guiga”, apelido atribuído a Guilherme Henrique Sodré Martins, amigo do senador Jaques Wagner.

Para a PF, embora os valores dos presentes sejam considerados menores em comparação com os montantes investigados na operação, a entrega de benefícios a agentes públicos pode representar possível concessão de vantagem relacionada ao exercício de função pública.

A corporação destacou que os nomes mencionados ocupam ou ocuparam cargos de relevância política no Estado da Bahia, o que motivou a inclusão das conversas no relatório da investigação.

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