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Sem dinheiro, viúva de cantor do Roupa Nova conta que faz bico de ambulante

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura

Com depressão, Elaine aguarda julgamento para saber se terá direito a herança deixada por Paulinho

Viúva de Paulinho, vocalista do Roupa Nova morto em dezembro do ano passado, Elaine Soares Dias revelou que tem passado por dificuldades para se manter e contou que trabalhou como ambulante nos últimos dias para comprar presentes de Natal para a família.

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Psicóloga e advogada desempregada, ela trava uma disputa judicial com os filhos do músico para ter reconhecida a união estável e ter direito à herança. Sem definições neste sentido, Elaine conta que recorreu a uma amiga que vende artigos de acrílico no Saara, região de comércio popular do Rio de Janeiro.

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“Pedi trabalho a uma amiga. Liguei para ela e perguntei se podia trabalhar. Antes ela tinha um quiosque no Centro do Rio, mas, com a pandemia, perdeu e agora está com uma banca na calçada, onde bate sol o tempo todo”, contou Elaine, à revista Quem. “Não posso cuspir no prato que comi, porque ela foi muito legal comigo. Poderia ter dito que não, mas dividiu comissão comigo. Trabalhei de segunda passada até ontem. Hoje tirei o dia para descansar porque para ganhar dez reais para ficar o dia inteiro em pé não compensa”, acrescentou.

Após dias na dura rotina de trabalho no comércio popular, a viúva de Paulinho não suportou. “Estou muito cansada, com a perna inchada, dolorida. Fiquei em pé no sol o dia inteiro, de nove da manhã às seis da tarde. Hoje não aguentei ir. Falei com minha amiga para me pagar ontem porque hoje para mim não dava. E ainda está chovendo aqui no Rio”, relatou.

Atualmente vivendo um quadro de depressão, Elaine contou que chegou a trabalhar na área de recursos humanos da Pfizer durante 15 anos, mas deixou o emprego para acompanhar o músico com as turnês. “Fiz exame de ordem [OAB], passei. Só que durante o tempo em que estávamos casados, cuidava de tudo, de mim, dele, da casa. Viajava com ele e aí, para trabalhar, não teria a disponibilidade que precisava ter para acompanhá-lo nos lugares que acompanhei”, lembrou.

Com a audiência de instrução e julgamento marcados para março de 2022, Elaine diz estar desesperada. “Não sei nem como vou viver até lá”, lamentou a viúva.

Após a repercussão do caso, o Roupa Nova divulgou um comunicado no qual informa que contribui financeiramente com Elaine. “Com relação à Elaine Dias, mesmo em tempos de pandemia que prejudicou a vida e o sustento de todos pela ausência de trabalhos, a mesma tem recebido uma quantia mensal a título de doação por parte da banda”, diz a nota.

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