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Senado debate aborto em sessão com encenações e vídeos de fetos

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura

projeto que equipara o aborto após a 22ª semana ao crime de homicídio e pela predominância de especialistas contra o procedimento.

A discussão no Plenário foi realizada em atendimento a um requerimento do senador Eduardo Girão (Novo-CE), que presidiu a sessão.

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Apenas parlamentares de oposição marcaram presença. Os senadores Marcos Rogério (PL-RO), Damares Alves (Republicanos-DF), e os deputados Bia Kicis (PL-DF), Jorge Seif (PL-SC), Chris Tonietto (PL-RJ) e General Girão (PL-RN).

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Antes do início do debate, uma artista realizou uma performance interpretando um feto sendo abortado em frente à Tribuna do Senado.

— Não! Não acredito, essa injeção, essa agulha não! Quero continuar vivo! Não façam isso!”, gritou a artista em Plenário — gritava a contadora de histórias Nyedja Gennari.

Girão também convocou um minuto de silêncio “em respeito às mulheres, às vítimas e aos bebês indefesos do aborto”. e cumprimentou uma turma de uma escola pública de Brasília do quinto ano do ensino fundamental que estava presente na sessão.

— É muito simbólico a presença de crianças aqui no Senado Federal — disse o senador durante a sessão. Outras turmas de ensino fundamental também acompanharam o debate sobre aborto e foram igualmente cumprimentadas pelo parlamentar.

Para iniciar o debate, o deputado federal Zacharias Calil (União-GO) realizou a simulação do procedimento de assistolia fetal em um manequim de treinamento que simulava o corpo de uma mulher na tribuna do Senado.

O parlamentar foi seguido por outros dezessete representantes convidados para o debate. Metade dos palestrantes convidados eram homens e todos discursaram contra o aborto legal.

Responsável pela sessão, o senador Girão afirmou que especialistas com opiniões distintas foram convidados, mas não compareceram.

Convidado, o presidente do CFM, José Hiran da Silva, foi o segundo a discursar no Plenário do Senado se colocou pessoalmente contra o aborto legal e classificou o procedimento como “cruel” e “desumano”

— Aqui abordamos o uso da assistolia fetal, no meu entendimento, um método cruel e desumano para cessar a vida de um ser humano formado com 22 semanas.

O conselheiro do CFM, Raphael Câmara, relator da resolução do Conselho suspendida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que dificultava o aborto legal, pediu para que fosse exibido um vídeo de ultrassom de um feto durante o procedimento de assistolia fetal.

O registro só foi exibido no Plenário e não foi veiculado na transmissão da TV Senado, que alegou violação de direitos da instituição.

— Não pode mostrar, mas pode matar, as máscaras estão caindo — protestou o senador Girão, que exibia bonecos que simulavam fetos durante a questão — Quando mostro esses bebezinhos isso vai gerando consciência do que estamos falando — explicou.

A deputada federal Bia Kicis também discursou na tribuna, e exibiu um vídeo de um suposto feto após um aborto. O vídeo também não foi exibido na transmissão oficial do Senado.

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