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Técnica de adulteração de destilados com metanol é mais difícil de ser aplicada a cervejas, diz ministro da Saúde

Por Rogenilson Reis 2 min de leitura

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, declarou nesta quinta-feira (2) que os criminosos responsáveis pela adulteração de bebidas têm maior facilidade em manipular destilados do que cervejas. Ele reforçou a orientação para que a população evite, neste momento, o consumo de destilados.

“Estamos diante de um crime de produtos destilados, incolores, onde se tem técnicas de adulteração desse produto que você não tem no caso de cerveja, que é uma bebida que tem a tampa, tem gás, é muito mais difícil de adulterar”, apontou Padilha.

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O que são bebidas destiladas?

Bebidas destiladas são aquelas que passam por um processo chamado destilação, que separa o álcool da mistura fermentada e aumenta sua concentração. Por isso, costumam ter um teor alcoólico mais alto do que as bebidas fermentadas, como a cerveja.

Entre os principais exemplos de destilados estão: Cachaça, Vodka, Uísque, Rum, Tequila e Gin

De acordo com o ministro, os registros anteriores envolvendo cervejas “batizadas” estavam relacionados a problemas no processo de fabricação.

“Naquele caso, você identifica qual o lote da produção. É diferente do processo de adulteração que está se identificando [atualmente], que provavelmente foi feito depois da produção dessas bebidas. Alguém adulterou essas garrafas. Então, quero reforçar essa orientação sobretudo para os destilados”, acrescentou.

Padilha também informou que o governo federal montou um estoque de etanol farmacêutico nos hospitais universitários federais e adquiriu 4.300 ampolas, que poderão ser distribuídas a centros de referência e unidades de saúde que ainda não tenham acesso ao antídoto.

O etanol farmacêutico é o antídoto para o metanol pois bloqueia a conversão do metanol em ácido fórmico, substância ainda mais nociva ao corpo humano.

O metanol é altamente tóxico quando ingerido, no organismo humano, ele é metabolizado pelo fígado, transformando-se em compostos prejudiciais que afetam o sistema nervoso central, podendo causar danos irreversíveis à visão, falência de órgãos e até a morte.

Redação PNB

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