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Uso massivo de máscaras reduz ‘drasticamente’ transmissão do coronavírus, diz pesquisa

Por Rogenilson Reis 2 min de leitura

Um estudo recém-publicado pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra, oferece novas evidências sobre a eficácia do uso de máscaras para conter a transmissão do novo coronavírus. A pesquisa afirma que apenas o isolamento social não será capaz de impedir futuras ondas de contágio, a menos que seja combinado com a utilização massiva do equipamento de proteção.

Em comunicado, o pesquisador de epidemiologia da Universidade de Cambridge e co-autor do estudo, Richard Stutt, afirma que a combinação do distanciamento físico e do uso de máscaras pode ser uma alternativa para o retorno das atividades econômicas em meio à pandemia.

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“Se o uso generalizado de máscaras pelo público for combinado com distanciamento físico e algum confinamento, poderá oferecer uma maneira aceitável de lidar com a pandemia e retomar a atividade econômica muito antes de haver uma vacina”, explica Stutt.

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De acordo com o pesquisador, mesmo o acessório de pano produzido em casa, que tem eficácia limitada, pode ser um bom aliado para reduzir “drasticamente” a taxa de transmissão, se usadas por um número de pessoas suficiente. “Nossas análises apoiam a adoção imediata e universal de máscaras faciais pelo público”, reforça.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores usaram modelos matemáticos dos vários estágios de infecção e da transmissão pelo ar e pelas superfícies. Os especialistas basearam-se na taxa de reprodução do vírus, ou Rt, que indica quantas pessoas podem ser contaminadas por quem já tem o vírus.

Analisando diferentes cenários, combinando o uso das máscaras mais o distanciamento físico indicado, os pesquisadores constataram que, se uma pessoa usa máscara sempre que sai em público, isso é duas vezes mais eficaz para reduzir o Rt do que quando alguém usa a máscara só depois que tem sintomas.

O estudo mostrou ainda que se o uso do equipamento for adotado de maneria massiva por, pelo menos, metade da população rotineiramente, o Rt é reduzido para menos de 1, indicativo suficiente para a contenção de uma pandemia.(Diariodepernambuco)

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