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Vai faltar caixão: ‘vamos entrar em colapso’

Por Rogenilson Reis 2 min de leitura

O dono de uma funerária no bairro do Barbalho, em Salvador, conta que eles vão entrar em colapso devido ao aumento de sepultamentos por causa da Covid-19. Ele relata que recebe um pedido de sepultamento de vítima da doença por dia, por isso pode faltar caixão.

“Desde o início da pandemia, nós começamos a sentir essa diferença, inclusive com os fabricantes de urnas. Hoje a gente tem uma dificuldade muito grande. Eu fazia um pedido que chegava em uma semana e hoje chega em um mês”, relata o dono da funerária, Nelson Pitanga, ao G1.

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A  Associação dos Fabricantes de Urnas (Afub) emitiu um alerta nacional sobre a possível falta de caixões se a demanda por enterros continuar crescendo, por causa da Covid-19. Em Salvador, de acordo com a Secretaria de Ordem Pública (Semop), foram feitos 108 sepultamentos por causa da doença em fevereiro. Em 1º de março, foram 12 enterros de pessoas vítimas da doença.

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“Se continuar caminhando do jeito que está, no mês de abril, vamos entrar em colapso certamente”, diz o empresário.

Segundo a Afub, o objetivo do comunicado é alertar que os fabricantes de urnas estão com a capacidade comprometida, por causa da falta de matéria prima, o que pode gerar atrasos nas entregas e o não fornecimento do material. A associação também informou que os reajustes nos preços dos insumos para fabricar as urnas estão sendo constantes e impraticáveis.

Para suprir a demanda por sepultamentos, a Semop informou que vai abrir uma licitação em março para a construção de 1.125 novas gavetas no cemitério de Plataforma, em Salvador. Após a licitação, o prazo de entrega é de 90 dias.

Por causa da alta nos casos e de sepultamentos por causa da Covid-19, Nelson diz estar preocupado com a segurança dele e da família.

“Fico emocionado. Minha mãe tem um filho que trabalha no Samu e um filho que é do ramo funerário. Nós saímos sem saber como vamos voltar”, conta. (BNews)

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