O petista protocolou petição no TSE e condicionou a divulgação de seus dados bancários, fiscais e telefônicos à mesma medida por parte do senador
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, protocolou nesta terça-feira (20) uma petição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que autoriza a divulgação de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, além dos dados de familiares e empresas vinculadas a eles, referentes aos últimos oito anos.
O documento foi encaminhado ao presidente do TSE, ministro Nunes Marques, e estabelece que as informações dos dois candidatos sejam tornadas públicas até esta quarta-feira (21). A proposta prevê a divulgação por meio do sistema DivulgaCandContas ou de outra plataforma eletrônica de acesso público.
No entanto, a divulgação dos dados está condicionada a uma medida semelhante por parte de seu adversário no segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL).
“A divulgação pública dos dados bancários, fiscais e telefônicos dos dois candidatos, anterior à próxima quarta-feira (21.10.2026), é fundamental para que a população brasileira seja devidamente informada e possa decidir livremente em quem vai votar”, diz a petição assinada por Lula.
A iniciativa é um desdobramento do desafio lançado pelo petista durante o debate presidencial promovido pela Band no último domingo (18), quando propôs que ambos divulgassem suas informações financeiras e fiscais.
Familiares e empresas na lista
Além de Lula e Flávio, a proposta abrange familiares e pessoas jurídicas relacionadas aos presidenciáveis. No caso do petista, a liberação dos dados inclui a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, e os filhos Lurian Cordeiro Lula da Silva, Marcos Cláudio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, Sandro Luís Lula da Silva e Luís Cláudio Lula da Silva.
Também está prevista a divulgação de informações da empresa L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda., da qual o presidente é sócio.
Em relação a Flávio Bolsonaro, o pedido inclui o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a mãe, Rogéria Bolsonaro, os irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan Bolsonaro, além da esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro.
A petição também cita empresas ligadas ao senador: Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, All In One Corretora de Seguros Ltda., Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação Ltda., Bolsonaro Digital Ltda. e Alcazar Holdings, offshore registrada na Ilha da Madeira, em Portugal.
Segundo o documento, a medida deve alcançar empresas das quais os candidatos sejam sócios ou administradores, assim como aquelas em cujas contas bancárias figurem como responsáveis financeiros ou “usuários máster”.







