Aliados do ministro defendem que ele deixe o Supremo Tribunal Federal para disputar o Planalto em 2030, mas a ideia enfrenta resistência dentro do PT
Com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reeleito e sem possibilidade de concorrer a um terceiro mandato consecutivo, a sucessão do petista já começa a ser discutida. Aliados do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, defendem que ele deixe a Corte e retome a carreira política para disputar a Presidência da República em 2030. As informações são da coluna de Igor Gadelha, do site Metrópoles.
De acordo com a publicação, pessoas próximas a Dino avaliam que o ministro reúne experiência política e projeção nacional para se apresentar como sucessor de Lula. Na avaliação desse grupo, o PT não teria hoje uma liderança com o mesmo peso político para assumir o protagonismo da disputa.
A ideia é que Dino deixe o Supremo nas proximidades do próximo ciclo eleitoral e volte à política para tentar viabilizar uma candidatura ao Palácio do Planalto. A possibilidade, porém, deve enfrentar resistência dentro do próprio partido do presidente.
Parte dos petistas defende que a sucessão de Lula seja conduzida por nomes da legenda. Entre as alternativas citadas estão o senador Camilo Santana (PT-CE) e o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT-PI).
Trajetória de Flávio Dino
Os aliados do ministro apontam sua trajetória em 2006, quando deixou a magistratura para ingressar na política eleitoral. Ao longo dos anos, foi eleito deputado federal, governador do Maranhão por dois mandatos e senador pelo estado.
Em 2014 e 2018, venceu as eleições para o governo maranhense. Já em 2022, conquistou uma vaga no Senado, consolidando sua atuação entre as principais lideranças da esquerda brasileira.
Antes de chegar ao STF, Dino também comandou o Ministério da Justiça e Segurança Pública no terceiro governo Lula, ampliando sua projeção nacional.
Em fevereiro de 2024, deixou o Executivo para assumir uma cadeira no STF, após indicação de Lula e aprovação do Senado. Na época, sua ida para a Corte foi interpretada por setores do PT como um afastamento das disputas eleitorais.







