Preços dos combustíveis devem seguir em alta durante todo o ano

Os consumidores precisam preparar o bolso para o choque de preços que vem por aí em 2021. Os combustíveis já tiveram vários reajustes este ano e os valores devem continuar subindo. No ano, a gasolina vendida nas refinarias, pela Petrobras, acumula alta de 22% e o diesel, de 10,7%. O aumento é ainda maior na bomba, pois o valor é acrescido de impostos e das margens de lucro das revendas e das distribuidoras. Em Brasília, há estabelecimentos em que o litro da gasolina sai por até R$ 5,29.Outro item que pesa no orçamento das famílias, a energia elétrica também vai ficar mais cara. As tarifas podem subir 13%, em 2021, alertou o diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone.

Cálculos da empresa TR Soluções, contudo, calculam elevação média de 14,5% no Brasil, sendo que, no Centro-Oeste, a alta pode superar 21%.Segundo Paulo Tavares, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Lubrificantes e Combustíveis (Sindicombustíveis-DF), na maioria dos postos, os estoques comprados antes do reajuste da Petrobras, que entrou em vigor em 9 de fevereiro, já acabaram. “Vendo, em média, 10 mil litros por dia. Porém, ontem (terça-feira), vendi 15 mil litros porque os clientes sabiam que viria aumento”, disse.

A política de preços da Petrobras é de paridade internacional, ou seja, leva em conta o valor do barril de petróleo e o câmbio. Como as duas variáveis estão em alta, a tendência é de mais aumento dos combustíveis. O governo diz que tenta mexer nos impostos para reduzir o preço nas bombas e promete entregar ao Congresso uma proposta para alterar a incidência do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é de competência estadual. Também estuda reduzir os tributos federais PIS/Cofins. De concreto, ainda nada.

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